O mercado brasileiro passa por um período de ressaca após o clima de euforia visto na semana passada, quando o Ibovespa renovou recordes, o dólar voltou para baixo de R$ 5 e os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva.
Os números dos últimos dias mostram um quadro diferente. A bolsa brasileira fechou no negativo nas três últimas sessões e caminha para encerrar a semana com o pior resultado desde agosto. Já a divisa dos EUA voltou ao patamar próximo de R$ 5,10 e os contratos de DIs apagaram grande parte da queda observada no pós-primeiro turno.
A água no chopp dos investidores veio com os números mais recentes das pesquisas eleitorais, mostrando que a disputa à Presidência da República ainda segue bastante acirrada, com cenários sinalizando um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Analistas ouvidos pelo CNN Money afirmam que o mercado voltou a fazer as contas sobre os resultados do pleito, principalmente após as mobilizações em apoio ao presidente Lula no final de semana e a sequência de ações que aumentam o “pacote de bondades” do governo federal para reverter o resultado do primeiro turno.
O racional do mercado é que uma vitória do senador deve mudar os rumos da política fiscal do governo federal, sobretudo com a vitória majoritária do PL e aliados no Congresso Nacional, explica Eduardo Velho, economista-chefe e sócio da Bravonte Capital.
