Marina Sena já não parece interessada apenas em subir ao palco, cantar uma sequência de sucessos e ir embora. Em sua fase mais recente, uma música pode virar uma cena, um silêncio pode fazer parte da narrativa e até um boneco de pano pode assumir significado dentro do espetáculo. O corpo, a luz, a dança e os elementos cenográficos passaram a contar a história junto com a voz.
É essa Marina mais teatral e visceral que desembarca em Brasília em 19 de novembro, para se apresentar no Festival Estilo Brasil, no Ulysses Centro de Convenções.
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A apresentação chegará a capital pouco mais de dois meses depois de a cantora chamar atenção no Rock in Rio. Em sua primeira apresentação solo no festival carioca, Marina levou ao Palco Sunset um espetáculo centrado no trabalho Coisas Naturais e mostrou até onde a encenação de suas músicas pode chegar.
Durante a performance de Ouro de Tolo, ela arrastou um boneco de pano por uma escada e, diante do público, começou a destruí-lo e retirar seu enchimento.
A imagem correu pelas redes sociais.
Como a música fala sobre o fim de uma relação e Marina havia terminado recentemente o namoro com Juliano Floss, parte do público associou a cena à uma suposta indireta ao ex. A cantora, porém, deu outra interpretação: explicou que a performance era um ato feminista e representava uma crítica ao patriarcado.
