Uma rotina agitada, dividida entre viagens para a Europa, passeios nos Estados Unidos e treinamentos intensos em estandes de tiro com armas de grosso calibre. Nas redes sociais, a rotina da delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto, da Polícia Civil do Pará, acumulava milhares de olhares atentos. Com fotos produzidas e ostentando fuzis e pistolas durante operações policiais, a loira construiu a imagem da policial implacável e glamurosa para mais de 40 mil seguidores.
Por trás dos filtros e da rotina dos sonhos compartilhada no Instagram, contudo, revelou-se uma teia criminosa de alta periculosidade. A coluna Na Mira apurou que a servidora pública mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, o “Gordão”, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Nordeste, especialmente na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE).
Maria Virgínia estava em solo brasiliense desde o último domingo (12/10). Em uma de suas postagens recentes nas redes sociais, publicou um storie dentro da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, na Esplanada dos Ministérios. Na imagem, a delegada fotografou o senador Flávio Bolsonaro e sua esposa durante a celebração religiosa do Dia da Padroeira do Brasil.
Teia criminosa
A estada da policial na capital federal terminou na manhã desta quinta-feira (15/10), quando agentes da Polícia Civil cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido contra ela em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília.
