Belo Horizonte - Aos 33 anos, Herica Elaine Silva, moradora de Coronel Xavier Chaves, na Região do Campo das Vertentes, voltou para casa depois de ficar internada por dois anos em um hospital.
Por causa de problemas de saúde, ela ficou dependente de um medicamento para o coração e a mudança em sua trajetória veio com a chegada de uma nova medicação. “Eu estava morrendo, eu não tinha mais esperança. Sentia falta de ar, desmaiava”, revela. Herica recebeu alta na sexta-feira (9/10).
Em 2020, ela foi diagnosticada com hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAP) e iniciou o tratamento no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). Incialmente, teve uma boa evolução, mas em 2024, ela teve dengue, que provocou uma piora significativa em seu estado de saúde.
“Essa dengue me descompensou totalmente. Depois dela, eu não conseguia mais fazer as coisas básicas do dia a dia, como tomar banho sozinha, colocar roupa, pentear o cabelo”, revela Herica.
Em setembro do mesmo ano, durante uma consulta, os médicos identificaram a gravidade do quadro e decidiram interná-la. A HAP estava descompensada e ela também apresentava insuficiência cardíaca no ventrículo direito, uma consequência da doença.
Transplante era a única solução para o caso
A internação trouxe uma notícia difícil: ela só poderia deixar o hospital após realizar um transplante, que seria realizado em São Paulo.
