Tentar espremer uma espinha interna é um erro que pode transformar um incômodo passageiro em problema de saúde. Diferente das espinhas comuns, que têm aquela “ponta amarela” visível, a acne interna fica presa nas camadas mais profundas da pele.
Quando uma pessoa tenta apertá-la, a pressão mecânica rompe a estrutura da pele para o lado de dentro, espalhando a inflamação pelos tecidos ao redor. O resultado costuma ser o pior possível: a região fica mais inchada e dolorida, e as chances de surgirem infecções ou marcas definitivas aumentam consideravelmente.
Na região central do rosto, delimitada pela base do nariz e os cantos da boca, o hábito de manipular lesões exige atenção redobrada devido à anatomia vascular da face.
“Essa região merece atenção porque algumas veias faciais se comunicam com veias profundas da órbita e com o seio cavernoso, uma estrutura venosa localizada na base do crânio”, alerta a médica Aline Henrique Passos, pós-graduada em Dermatologia Clínica.
Embora complicações extremas sejam raras, a médica explica que infecções graves nessa área podem se disseminar e provocar quadros sérios, como celulite facial, trombose séptica do seio cavernoso e comprometimento da visão.
Espinhas podem causar cicatrizes
