Belo Horizonte, A transição entre o governo de Mateus Simões (PSD) e a futura gestão de Cleitinho Azevedo (Republicanos) mal começou e já virou uma crise marcada por cobranças públicas, desconfiança sobre as contas de Minas Gerais e troca de acusações.
O confronto, iniciado em torno de dinheiro para o pagamento dos servidores e do déficit previsto para 2027, escalou após o governador eleito pedir que o atual chefe do Executivo não faça “sacanagem” contra sua futura administração, pois a vítima seria o povo mineiro.
Em duro pronunciamento no Senado na quinta (15/10), Cleitinho cobrou transparência de Simões e afirmou que medidas tomadas para dificultar o próximo governo atingiriam a população mineira. “Qualquer coisa que você for fazer achando que vai me prejudicar, você não vai me prejudicar, vai prejudicar a população mineira”, declarou.
O governador eleito também questionou os alertas sobre uma possível falta de recursos no início de 2027. Cleitinho até passou mal depois de cobrar Simões.
Cleitinho anunciou ainda que pretende realizar auditorias e revisar contratos em órgãos e empresas estaduais, incluindo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ele também citou notícias sobre uma prisão por corrupção no Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e prometeu verificar a regularidade dos contratos firmados pelo estado.
