A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresentou a observadores internacionais oito ocorrências que, segundo a equipe, indicam possíveis falhas técnicas e tratamento desigual da Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, entre as candidaturas presidenciais. A reunião foi realizada nessa quinta-feira (15/10), e teve participação de representantes de organizações internacionais credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a campanha, os episódios apresentados, acompanhados de documentos e estudos de terceiros, apontam possíveis diferenças no funcionamento das ferramentas da Meta que poderiam beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) no ambiente digital.
Entre os casos relatados está a desativação temporária da conta de anúncios de Lula, sem uma justificativa considerada clara pela campanha.
A equipe também apontou diferenças no engajamento das páginas dos candidatos, possíveis disparidades no tratamento algorítmico e variações na contagem de visualizações que poderiam afetar o desempenho dos vídeos publicados.
Outro episódio envolve uma suposta restrição de 24 horas ao impulsionamento de publicações no feed do Instagram. As reclamações incluem ainda a ferramenta de inteligência artificial da Meta, que recusava pedidos para produzir materiais eleitorais de Lula, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro eram atendidas.
