A dez dias do segundo turno, os candidatos à Presidência da República debatem um tema de interesse da população brasileira: a redução da maioridade penal.
Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a mudança de postura do PT, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a responsabilização penal de adolescentes a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos.
O coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentou na quarta-feira (14) uma emenda à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública com o objetivo de pressionar o governo federal a se posicionar. A sugestão de mudança propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, com responsabilização penal a partir dos 14 anos em determinados crimes. Historicamente, o PT sempre se posicionou de forma contrária à redução.
Porém, o líder do PT no Senado e coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana (CE), decidiu apresentar, no dia seguinte, uma emenda que inclui um trecho que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A bancada do partido na Casa e parte dos governistas resistiram à ideia.
Como resposta, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ironizou a postura do partido de Lula sobre a maioridade penal. Já o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) chamou a mudança de “milagre eleitoral” durante a live semanal de Flávio.
