Um estudo aponta que a colonoscopia assistida por inteligência artificial (IA) pode aumentar a taxa de detecção de adenomas na população em geral, mas há poucos dados sobre seus benefícios na síndrome de Lynch.
A análise “O rendimento da inteligência artificial (GI genius) na síndrome de Lynch - Um ensaio clínico randomizado de colonoscopia em tandem”, divulgada em setembro de 2026, pela revista científica National Library of Medicine, submeteu pacientes com síndrome de Lynch a uma primeira colonoscopia com endoscopia de luz branca de alta definição para realizar uma segunda colonoscopia com HD-WLE ou com um dispositivo assistido por inteligência artificial (IA).
Todos os pólipos visualizados foram removidos e o tamanho, a histologia e o número de pólipos detectados em cada exame foram registrados.
Foi concluído que a inteligência artificial não apresentou diferença significativa na detecção de adenomas em pacientes com síndrome de Lynch, no contexto da colonoscopia de alta definição, com tempo de retirada prolongado.
O especialista aponta que no grupo que utilizou inteligência artificial na segunda avaliação, foram encontrados seis adenomas adicionais. No grupo que repetiu a colonoscopia convencional, foram encontrados dois. Isso correspondeu a 33,3% das lesões do grupo da IA sendo encontradas apenas na segunda avaliação, contra 11,1% no grupo convencional.
“É uma diferença numericamente interessante, mas ela não foi estatisticamente significativa.
