O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou um plano estratégico para os próximos cinco anos que põe o fortalecimento da confiança pública na corte entre seus principais objetivos. O documento, que vai orientar o tribunal até 2031, prevê avanços em transparência, integridade, prestação de contas e coerência das decisões.
O plano foi aprovado pelos ministros em sessão administrativa no plenário virtual da Corte, encerrada em 29 de setembro. A definição ocorre em meio a um período de desgaste do Supremo, provocado pela crise em torno do Banco Master, por divergências públicas entre ministros e por decisões conflitantes entre o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Pesquisa Quaest divulgada em setembro mostrou que 56% dos entrevistados não confiam na corte, ante 46% em agosto, alta de dez pontos percentuais em um mês. O índice dos que dizem confiar muito caiu de 18% para 9%.
O plano em si, porém, é anterior à crise. Foi elaborado entre maio de 2024 e dezembro de 2025, antes de o ministro André Mendonça tornar público, em setembro, relatório de inteligência da Polícia Federal com registros de contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.
A divulgação do relatório ampliou as tensões no tribunal. Moraes e Mendonça passaram a trocar acusações em público, e o presidente da corte, Edson Fachin, abriu procedimentos para apurar as informações levadas ao Supremo.
