O Cuiabá quitou a dívida de R$ 5,5 milhões que possuía com o técnico português Petit e, com isso, encerrou o transfer ban imposto pela Fifa. Agora, o Dourado volta as atenções para a cobrança de R$ 45 milhões que tem a receber de outros clubes brasileiros, um montante crucial para o planejamento financeiro.
O presidente auriverde, Cristiano Dresch, defende que a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) atue com mais velocidade e rigor na cobrança. Segundo o dirigente, a efetividade da instituição é fundamental para a igualdade no futebol nacional.
Temos cerca de R$ 45 milhões a receber de clubes brasileiros. A CNRD precisa ser mais efetiva e dar celeridade à cobrança, pois quem cumpre suas obrigações não pode continuar arcando sozinho com as consequências dos atrasos de outros times. O futebol precisa de regras aplicadas com igualdade e responsabilidade
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá
Os valores pendentes, de acordo com o presidente do Dourado, “afetam diretamente o planejamento financeiro e a capacidade de investimento” do Cuiabá. O pagamento da dívida com Petit, por exemplo, foi feito com recursos públicos.
Para o Cuiabá, a demora na cobrança gera um desequilíbrio significativo. Enquanto equipes que não recebem precisam reorganizar orçamentos, os clubes devedores conseguem seguir operando no mercado sem maiores penalidades.
Por isso, o Dourado cobra uma atuação mais enérgica da CNRD.
