A missão de um empresário para incentivar a população japonesa a abraçar suas emoções levou à criação de dois serviços inusitados. O primeiro foi a “festa de divórcio” - evento criado por Hiroki Terai no Japão em 2010 para celebrar o fim de um casamento, podendo contar com os dois integrantes do ex-casal e com direito a anfitrião, bolo e ritual de destruição da aliança.
Quase duas décadas depois, festas de divórcio viraram populares em todo o mundo. Nas redes sociais, recém-solteiros comemoram com seus amigos o encerramento de longos processos de separação e o fim de relacionamentos ruins. A presença de ambas as partes é menos popular, e a maioria dos adeptos sequer conhece o nome do inventor da tradição.
Mas outro serviço criado por Terai não teve a mesma abrangência. Em 2016, ele lançou os “workshops de choro”: palestras corporativas com exibição de filmes tristes para incentivar funcionários a liberarem seu estresse através das lágrimas.
E, para grupos de trabalhadoras, havia um benefício especial: um homem bonito disposto a consolar ou chorar junto.
O nome da função é baseado no termo “ikemen”, homem bonito, e “mesomeso”, uma onomatopeia japonesa que representa um choramingo. A ideia é ser um facilitador das emoções, espelhando as reações das funcionárias aos estímulos tristes e reforçando que é permitido chorar.
