O fim da escala de trabalho 6×1 deve gerar um custo adicional de R$ 5,14 bilhões por ano aos cofres municipais com serviços terceirizados, de acordo com estimativa da CNM (Confederação Nacional de Municípios).
O cálculo considera a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas e os reajustes necessários nos contratos com empresas que prestam serviços às prefeituras.
O impacto total da medida sobre os municípios pode chegar a R$ 6,6 bilhões anuais, incluindo R$ 1,49 bilhão em despesas com contratações diretas. Os valores foram estimados pela entidade com base em uma pesquisa realizada com gestores locais e consideram o período completo de transição para a nova jornada.
Na avaliação da CNM, a redução da jornada exigirá que empresas terceirizadas ampliem suas equipes para manter o mesmo nível de prestação dos serviços públicos. O aumento das despesas com mão de obra deverá ser repassado às administrações municipais por meio de reajustes contratuais.
“Para manter o mesmo nível de prestação dos serviços públicos, as empresas terceirizadas precisarão ampliar as contratações e irão repassar esses custos, o que irá gerar um desequilíbrio nos contratos públicos com as prefeituras”, afirmou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em comunicado.
O estudo estima ainda que o custo varia de acordo com o tamanho da cidade. Nos municípios de pequeno porte, a despesa adicional média deve ser de R$ 447 mil por ano.
