O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou que o Túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado antes do alagamento registrado na tarde desta quarta-feira, 14, na região central da capital paulista.
A inundação deixou carros e ônibus submersos e motoristas ilhados, levantando questionamentos sobre os procedimentos adotados para impedir a entrada de veículos durante a chuva intensa.
A declaração foi dada no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira, 15. A fala do governador ocorre em meio à discussão sobre a atuação dos órgãos municipais responsáveis pelo trânsito e pela drenagem.
A outra fala de Tarcísio foi a de que os alertas e investimentos em prevenção precisam ser acompanhados pela ação da população. Segundo ele, "não adianta alerta se o cidadão não fizer a sua parte". O governo paulista anunciou ainda um pacote de R$ 29 bilhões até 2029 para ações de prevenção e combate a desastres climáticos.
Horas mais cedo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou, durante agenda no Jardim Pantanal, que o volume de água foi muito maior do que o sistema conseguiu suportar e justificou que esse foi o motivo de o túnel não ter sido fechado a tempo.
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Segundo a Prefeitura de São Paulo, choveu 42 milímetros em apenas 40 minutos na região do Anhangabaú, o equivalente a cerca de 37% dos 112 milímetros previstos para todo o mês de outubro na cidade.
