O maior entrave para o desenvolvimento de projetos sustentáveis e de transição energética com objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, por consequência, controlar o aquecimento global, deixou de ser a falta de financiamento.
A avaliação foi feita por Ricardo Mussa, CEO do Sustainable Business COP (SBCOP), durante entrevista ao Capital Insight, uma parceria entre a Broadcast e o CNN Money.
O SBCOP é uma iniciativa empresarial global criada no Brasil para a COP30, realizada no ano passado em Belém, no Pará, e tem o reconhecimento da ONU. No momento, reúne cerca de 57 milhões de companhias, através de confederações empresariais de 123 países.
Para Mussa, o entrave dos projetos sustentáveis, no momento, está na elaboração dos contratos e é necessário um esforço do setor privado para “fazer a roda girar”. Ele admite que fazer negócios envolvendo novas tecnologias ambientais significa mais riscos que outros segmentos conhecidos, mas defende esforços nesse sentido.
Na sua avaliação, no Brasil existem muitas oportunidades de ganhos na área de sustentabilidade. “O Brasil é o País solução, não o país problema”, diz.
Com o SBCOP, a ambição de Mussa é ajudar o setor privado a implementar projetos sustentáveis ao redor do mundo. “Precisamos de pragmatismo. Durante 30 anos, as COPs discutiram princípios e compromissos dos países em relação às emissões e ao controle do clima.
