Um drone paira sobre um urso-pardo que atravessa a taiga siberiana, pouco antes de dois caçadores se aproximarem. Três disparos ecoam, e o urso cai morto na vegetação alta.
Apoiando seu rifle enquanto pousa a mão sobre a pelagem do animal abatido, Mikhail Kondakov conta que ele e outros caçadores decidiram agir por conta própria, atendendo a pedidos dos moradores do povoado vizinho de Podtesovo, após um ataque fatal de urso contra mulheres da região.
“A situação com os ursos no povoado está muito difícil no momento; e não apenas no povoado, mas em todo o distrito de Yeniseisky e, na verdade, em toda a região de Krasnoyarsk, a situação é muito grave”, disse Kondakov à Reuters.
“Os ursos têm entrado cada vez mais, diretamente, no povoado. Este ano, vivemos uma tragédia: duas mulheres que haviam saído para colher cogumelos foram mortas por um urso que passou a atacar humanos. Decidimos começar a caçar ursos porque há muitos deles, tanto dentro do povoado quanto nos arredores”, justificou.
O problema é de abrangência nacional. Este ano, pelo menos 26 pessoas morreram em ataques de ursos desde a primavera na Rússia, período em que os animais, famintos, despertam da hibernação, informou a agência de notícias RIA Novosti na segunda-feira (12).
Em resposta aos ataques, o governo anunciou, no mês passado, que está elaborando medidas urgentes para controlar a população de ursos-pardos.
