Agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e da Polícia Federal (PF) teriam desacatado uma ordem da Justiça Eleitoral durante um ato de campanha do presidente Lula, realizado em 3 de outubro, na Avenida Paulista, véspera do primeiro turno das eleições.
Segundo um relatório oficial da PM, obtido com exclusividade pela Oeste, militares ligados ao GSI instalaram grades para bloquear faixas da avenida, enquanto uma viatura da PF foi posicionada diante de um caminhão de som, impedindo seu deslocamento.
O documento também relata que agentes federais resistiram às orientações dos policiais paulistas e seguiram determinações de integrantes do PT.
As condutas teriam contrariado uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que autorizou a manifestação de apoio a Lula e Fernando Haddad, mas impôs restrições ao bloqueio das vias para garantir a circulação de veículos e os trabalhos da Justiça Eleitoral.
Relatório da PM sobre desacato da PF a ordem judicial durante ato de Lula em São PauloBaixar
O relatório também aponta a atuação do coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal Rogério Brito de Miranda, ex-integrante do GSI contratado pela campanha presidencial do PT. Segundo o documento, ele teria exigido o fechamento da Paulista e tentado impor as determinações do órgão federal à PM paulista.
