E se algumas das explosões mais poderosas do universo não existirem? É o que sugerem novos estudos publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, que propõem que estrelas estranhas encontradas na Via Láctea, nossa galáxia, podem não ter vindo das colossais hipernovas, mas sim das já conhecidas supernovas.
Antes de continuar, vale recapitular o que são estas explosões cósmicas. De forma resumida, podemos dizer que as supernovas ocorrem quando estrelas massivas esgotam suas reservas de combustível para a fusão nuclear que sustenta suas estruturas; depois, elas colapsam sobre si próprias e explodem.
As hipernovas, por outro lado, são como as supernovas, a diferença é que ocorreriam em estrelas ainda mais massivas, o que levaria a uma explosão ainda mais energética. Em ambos os casos estas explosões disparam elementos produzidos pela estrela que encerrou seu ciclo; na sequência, estes elementos vão ser incorporados por novas estrelas.
Explosão cósmica
A identificação dos elementos importa para os cientistas, porque revela a eles o “histórico familiar” das estrelas. Com isso em mente, os pesquisadores investigaram quatro estrelas que pareciam ter elementos vindos de uma hipernova, e tiveram uma surpresa: três delas provavelmente vieram de supernovas.
