O grupo terrorista houthis lançou nesta quinta-feira, 15, uma série de ataques com mísseis e drones contra o palácio presidencial de Áden, no Iêmen, e contra instalações da petrolífera Saudi Aramco na Arábia Saudita. O ataque ao complexo de Maashiq, sede do governo iemenita reconhecido internacionalmente, deixou pelo menos quatro mortos e 10 feridos. Entre as vítimas estão dois guarda-costas do primeiro-ministro Shaya al-Zindani.
O houthis é apoiado pelo Irã e recebe financiamento e armamentos de Teerã desde o início da guerra civil iemenita, em 2014.
O governo iemenita informou que os terroristas dispararam cinco mísseis e lançaram drones contra o palácio. O primeiro-ministro e membros do gabinete que estavam no local saíram ilesos. "O governo continua a desempenhar as suas funções", afirmou Zindani nas redes sociais.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, confirmou a autoria do ataque. Segundo ele, a ação foi dirigida contra "o quartel-general de operações militares do inimigo saudita em Aden". Sarea reiterou que o grupo considera "qualquer presença militar do inimigo saudita como um alvo legítimo".
Esta é a primeira vez que os houthis atacam o Palácio Presidencial de Áden com mísseis balísticos desde o início da nova fase da guerra, em setembro. O complexo fica no alto de uma colina com vista para o Golfo de Áden e é um dos monumentos políticos mais importantes da cidade.
