A delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto, da Polícia Civil do Pará, presa sob a suspeita de vazar dados sigilosos para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), permanecerá detida em uma cela especial da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A decisão foi formalizada após a realização da audiência de custódia nesta quinta-feira (16/10).
Inicialmente, a servidora pública ficará instalada na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). A medida possui respaldo em Lei Orgânica da corporação e assegura que a delegada permaneça sob custódia da própria Polícia Civil do DF, impedindo a transferência imediata ou o ingresso no sistema penitenciário feminino comum. Nos próximos dias, ela deverá ser recambiada para Pernambuco, local de origem do mandado e sede do inquérito.
A prisão de Maria Virgínia ocorreu em um hotel localizado no Setor Hoteleiro Norte, no centro da capital federal, em ação coordenada da Polícia Civil. Simultaneamente, Renato Henrique do Carmo, conhecido pelo apelido de “Gordão” e apontado como liderança expressiva do PCC, foi capturado em um resort de luxo em Recife (PE).
Relação amorosa
As apurações policiais indicam que a delegada mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique, que atua na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE). O investigado já havia sido detido em janeiro de 2025 no âmbito da mesma operação e colocado em liberdade posteriormente.
