As taxas dos DIs aceleraram na reta final desta quinta-feira (15) e fecharam a sessão regular com altas superiores a 20 pontos-base em vários vencimentos, com investidores à espera de nova pesquisa do Datafolha sobre a disputa presidencial e reagindo ao levantamento da Quaest divulgado na véspera.
A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado, na noite de quarta-feira, também deu suporte à curva.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,92%, com alta de 22 pontos-base ante o ajuste de 12,704% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,835%, com elevação de 22 pontos-base ante 12,613%.
Foi a terceira sessão consecutiva de alta das taxas.
Pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão.
O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.
Esse cenário de empate técnico trazido pela Quaest, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira (13) voltou a impulsionar as taxas dos DIs e o dólar ante o real.
