O Cuiabá anunciou nesta quinta-feira, 15, a quitação integral do débito de aproximadamente R$ 5,5 milhões com o técnico português Petit e sua comissão técnica, que deixaram o clube em 2024. O pagamento encerra um transfer ban imposto pela Fifa e permite que a equipe volte a registrar novos atletas.
Em tom de cobrança institucional, a gestão exigiu reciprocidade na aplicação de punições a clubes devedores.
“Enquanto o Cuiabá paga integralmente o que deve, sob pena de sanção, o Clube tem hoje cerca de R$ 45 milhões a receber de clubes brasileiros por negociações concluídas e não pagas. Essa conta não fecha”, afirmou o Cuiabá em nota oficial.
“Regras como o fair play financeiro só fazem sentido se forem aplicadas a todos, com o mesmo rigor e a mesma velocidade. O Cuiabá espera da CBF e dos órgãos de controle a mesma firmeza na cobrança desses créditos que foi aplicada ao Clube”, disse.
“Esse modelo pune a gestão”
O Cuiabá também reclamou do dispositivo da Lei Geral do Esporte que o obriga a pagar integralmente os salários restantes de um contrato em caso de rescisão antecipada, “sem levar em conta o tempo de serviço, o desempenho ou as circunstâncias”.
“Na prática, um contrato de poucos meses pode gerar uma conta de anos. Esse modelo pune a gestão, desequilibra competições e coloca em risco a sobrevivência financeira de clubes que trabalham com responsabilidade.
