O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma declaração contra o processo federal que responde nos Estados Unidos em um tribunal nesta quinta-feira (15). A fala foi feita durante a audiência de leitura das acusações referentes a uma nova denúncia formal.
Esta é a segunda vez que ele utiliza uma aparição no tribunal como oportunidade para fazer uma declaração pública.
Ao ser solicitado pelo juiz a apresentar sua defesa, Maduro disse, por meio de um intérprete: “É um conjunto de alegações já apresentadas anteriormente, de falsas acusações e falsos testemunhos contra mim”.
“Rejeito este documento em sua totalidade, por conter falsas acusações e falsos testemunhos”, adicionou o intérprete.
O juiz Alvin Hellerstein interrompeu a fala para registrar, em nome de Maduro, uma declaração de inocência.
Cilia Flores, esposa do ditador deposto, declarou-se inocente, afirmando por meio de um intérprete: “Sou completamente inocente. Não sou culpada”.
As partes passaram o restante da audiência discutindo o cronograma pré-julgamento.
Acusações de conspiração para cometer tortura
Os venezuelanos se declararam inocentes da acusação de conspiração para cometer tortura, uma nova acusação incluída em uma denúncia substitutiva anunciada na semana passada.
Eles são acusados de torturar cidadãos americanos e outras pessoas que estiveram sob custódia do governo venezuelano nos últimos anos.
