BRASIL - O candidato derrotado à Presidência da República no primeiro turno, Renan Santos (Missão), afirmou que considera maior o risco de acúmulo de poder em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) do que em uma nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da avaliação, ele descartou apoiar Lula no segundo turno e declarou que não pretende votar na disputa.
A declaração foi feita na quarta-feira (14), durante entrevista ao programa Alt Tebet, do UOL. Na ocasião, Renan afirmou que, na avaliação dele, Lula teria dificuldades para aprovar mudanças constitucionais no Congresso Nacional.
“Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada”, declarou.
Renan descarta apoio a Lula no segundo turno
Apesar de apontar um risco maior de concentração de poder em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Renan afirmou que não pretende apoiar nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno.
“Eu não vou votar. A última vez, eu pedi voto nulo. Dessa vez, eu tô falando: ‘votem em quem quiserem’”, disse.
O candidato também afirmou que não quer vincular o partido Missão a outra candidatura presidencial.
