O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou apoiar a inclusão da redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública. A informação foi dada nesta quinta-feira (15/10) pelo senador e ex-ministro Rui Costa (PT-BA), que é auxiliar e um dos coordenadores da campanha do petista à reeleição.
“Sobre os menores de 18 anos: aqueles crimes que são mais violentos, hediondos, o governo avalia colocar isso em outro momento. Nós entendemos que esse não é o momento, porque atrasaria ou paralisaria a PEC da Segurança. E o povo tem urgência de ver as coisas acontecerem na segurança pública”, declarou.
Costa afirmou que o governo não fecha as portas para discutir uma responsabilização mais dura de menores de 18 anos envolvidos em crimes violentos. A posição, porém, é de que o assunto seja tratado separadamente pelo Congresso.
“Sobre a questão de crimes cometidos por menores de 18 anos, aqueles que forem crimes muito violentos, assassinatos, crimes hediondos, sim, o governo avalia, em outro momento, apoiar a responsabilização desses jovens”, disse.
A discussão ganhou força às vésperas da votação da PEC da Segurança no plenário do Senado. Como mostrou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, o senador Camilo Santana (PT-CE), também coordenador da campanha de Lula, passou a colher assinaturas para uma emenda que reduz a maioridade penal para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.
