Tem chamado atenção as sucessivas medidas relacionadas à economia lançadas pelo governo nas últimas semanas. Se estima que apenas as lanças após o 1º turno das eleições tenham um custo financeiro da ordem de R$ 25,8 bilhões. O reajuste do Bolsa Família vai ter impacto de R$ 22,7 bilhões em 2027. É uma nova despesa contratada. O timing chama atenção, mas não a postura.
O presidente Lula, antes mesmo da posse, em 2023, já mostrava disposição de retomar com força os programas sociais. Nas promessas de campanha já antecipava o reajuste real do salário mínimo, com implicações sobre as aposentadorias e benefícios da Previdência, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, o reforço de programas como o Farmácia Popular, o Minha Casa Minha Vida. A aprovação da PEC de Transição, que liberou R$ 145 bilhões para o, então, novo governo, garantiu importante espaço para aumento dos gastos já na largada.
Só que esse tipo de transferência de renda não produziu maiores efeitos em termos de percepção da sociedade quanto ao andamento da economia.
