Pelo menos dois homens teriam apresentado o desejo de atacar ou assassinar o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conversas com o ChatGPT. Documentos obtidos pela Folha indicam que um dos homens citados queria atirar no presidente com um fuzil de precisão e compartilhou símbolos nazistas. A OpenAI notificou as autoridades brasileiras.
A companhia de inteligência artificial (IA) citou que havia motivos razoáveis para acreditar que as conversas poderiam se transformar em atos físicos contra o mandatário. Em nota, a empresa citou que notifica as autoridades quando encontra conversas que representam riscos a outras pessoas.
“Nossos sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto em nossas plataformas quanto no mundo real. Quando conversas indicam um risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano, notificamos as autoridades. Neste caso, também notificamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em linha com nosso plano de conformidade eleitoral”, explicou um porta-voz ao TecMundo.
No caso mais proeminente que o veículo teve acesso, um homem confidenciou ao ChatGPT que observou o presidente Lula em um palanque, a cerca de 400 metros de onde ele residia. Com o chatbot de IA, ele fez perguntas sobre “o que aconteceria se eu matasse o presidente?”, quais as possíveis penas ao ser preso e até enviou uma foto de uma torre onde ele supostamente faria o ataque.
