O déficit primário do governo federal deve fechar o ano de 2026 em cerca de R$ 53 bilhões, de acordo com a média das estimativas do mercado. Os dados fazem parte da edição de outubro do Prisma Fiscal, divulgada nesta quinta-feira, 15, pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
O Prisma Fiscal é um sistema oficial da Fazenda que coleta e divulga as expectativas do mercado financeiro em relação às principais variáveis fiscais e econômicas do Brasil. Cerca de 70 instituições financeiras e consultorias apresentam suas projeções econômicas todos os meses.
O sistema calcula a mediana das previsões (o valor que fica exatamente no meio de todas as respostas coletadas) para evitar distorções de números extremos.
Em relação ao déficit primário, a média das projeções para 2026 passou de R$ 52,27 bilhões, em setembro, para R$ 53,048 bilhões, em outubro. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 45,350 bilhões para R$ 44 bilhões.
Ainda segundo o Prisma Fiscal, para a arrecadação das receitas federais, a média das estimativas subiu de R$ 3,202 trilhões, em setembro, para R$ 3,21 trilhões, em outubro. Para 2027, passou de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões.
O déficit primário ocorre quando os gastos do governo são maiores do que a sua arrecadação em um determinado período, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.
