Os incêndios na Amazônia prejudicam até as árvores que escapam das chamas. Um estudo publicado em outubro de 2026 identificou que o ozônio formado a partir dos poluentes liberados pelo fogo danifica as folhas e reduz a capacidade da floresta de absorver dióxido de carbono (CO₂).
Essa perda adicional equivale a cerca de 24% do carbono liberado diretamente pelos incêndios, segundo pesquisadores de três universidades. O efeito pode se agravar durante secas intensas, quando a vegetação fica mais vulnerável.
O efeito invisível das queimadas
Ao queimar a vegetação, os incêndios liberam CO₂ e outros poluentes que favorecem a formação do ozônio troposférico, presente na camada mais baixa da atmosfera. Na estratosfera, o gás ajuda a bloquear parte da radiação ultravioleta do Sol. Perto da superfície, porém, prejudica a saúde humana e as plantas.
Nas árvores, o ozônio danifica as folhas e compromete a fotossíntese, processo pelo qual elas absorvem CO₂. Isso significa que a floresta perde parte de sua capacidade de retirar carbono da atmosfera mesmo em áreas que não foram atingidas diretamente pelas chamas.
Flossie Brown, principal autora do estudo pela ETH Zurich, explica que esse efeito amplia as consequências dos incêndios:
“Os incêndios florestais não liberam apenas CO₂ quando queimam.
