TSE mantém proibição de deepfake na campanha, mas exige realismo para ser ilícito
Especialistas em tecnologia da OpenAI e da Meta alertaram nesta quinta-feira (15) que os vídeos e áudios falsificados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos autênticos.
O avanço da tecnologia pode dificultar a verificação de provas apresentadas em julgamentos nos Estados Unidos.
O alerta foi feito durante uma reunião em Boston do Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos EUA, acompanhada pela Reuters, que discute há três anos como lidar com os riscos de materiais falsificados por IA nos tribunais.
Segundo os especialistas, os avanços da chamada IA generativa, tecnologia capaz de criar conteúdos, como imagens, vídeos e áudios, a partir de comandos, tornaram as falsificações difíceis de identificar tanto por pessoas quanto por programas de computador.
“As imagens geradas por IA estão ficando cada vez melhores, e não acredito que haja, no futuro, uma maneira científica de detectá-las”, disse Shira Anderson, consultora de políticas da OpenAI.
Desde 2023, o comitê debate como verificar a autenticidade de materiais suspeitos de serem deepfakes e como garantir que provas produzidas com IA atendam aos mesmos critérios de confiabilidade exigidos de outros tipos de evidência, incluindo aquelas analisadas por especialistas humanos.
Deepfakes estão cada vez mais difíceis de detectar, alertam especialistas da OpenAI e Meta
