O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse nesta semana que seu governo está avaliando um programa de liberdade antecipada e condicional para cerca de metade dos presos do país que supostamente colaboraram com gangues.
A medida estaria sujeita a supervisão e dependeria de uma avaliação individual de cada caso.
“Temos um plano que beneficiaria mais ou menos 50%, mais ou menos, dos presos que há em El Salvador que colaboraram com gangues”, disse Bukele durante uma sessão de perguntas e respostas, após anunciar um acordo de investimento em energia com o grupo espanhol COx.
O mandatário explicou que a proposta permitiria libertar antecipadamente pessoas que continuariam sendo consideradas culpadas, mas que poderiam sair da prisão sob certas condições e com monitoramento.
“Uma liberação antecipada, ou seja, é culpado, mas liberá-lo condicionalmente. Liberá-lo com monitoramento”, explicou.
Bukele disse que, ao avaliar os casos, seu governo levaria em conta os anos de violência vividos por El Salvador e as diferentes circunstâncias em que as pessoas se relacionaram com as gangues.
“Levando em conta que viemos de um país onde a violência fazia parte do dia a dia e as gangues eram o verdadeiro governo, a verdadeira ditadura. Essas pessoas viviam sob esse jugo, mas não é o mesmo fazer parte de quem o aplicava e simplesmente sobreviver a essa realidade”, afirmou.
