Os sistemas planetários da Via Láctea parecem se dividir em duas famílias, determinadas em grande parte pelas características de suas estrelas. A conclusão vem de um estudo publicado em 13 de outubro de 2026 na revista Nature Astronomy.
Após analisar 300 sistemas planetários, os pesquisadores identificaram dois padrões: estrelas menos massivas tendem a abrigar mais planetas em órbitas compactas, enquanto as mais massivas estão associadas a sistemas mais amplos, com menos planetas, porém mais massivos.
Estrelas menos massivas formam sistemas compactos
Estrelas com massa igual ou inferior à do Sol tendem a abrigar planetas menores e semelhantes entre si. Nesses sistemas, os corpos ficam relativamente próximos uns dos outros, em uma configuração que favorece uma dinâmica mais ordenada.
Os astrônomos comparam essa semelhança entre planetas vizinhos a ervilhas em uma vagem, expressão conhecida em inglês como peas in a pod. O padrão apresenta semelhanças com o Sistema Solar, onde as interações gravitacionais não produziram a mesma instabilidade observada em outros arranjos planetários.
As características desse grupo incluem:
Estrelas com proporções semelhantes ou menores de elementos pesados em comparação com as estrelas da outra família;
Maior número de planetas por sistema;
Menor dispersão nas características dos planetas vizinhos.
