O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (15) a remoção de vídeo publicado nas redes sociais do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a irregularidades envolvendo seu filho, investigado no contexto das fraudes contra aposentados do INSS.
Ao acionar o TSE para pedir a remoção do conteúdo, a coligação de Lula argumentou que o vídeo também trazia uma declaração descontextualizada e inverídica do presidente sobre garis. Quanto a isso, porém, os ministros entenderam que não havia irregularidade e que o uso do recorte sobre os profissionais de limpeza no vídeo não justificaria a derrubada dele.
Na publicação, Flávio reproduz um trecho recortado de uma declaração de Lula sobre garis, na qual o presidente diz que a profissão é “muito pobre” e “não dá orgulho”. Em seguida, o candidato do PL critica a declaração e afirma que Lula teria humilhado os profissionais.
Na sequência, ele menciona a investigação sobre supostos desvios de recursos de aposentados do INSS e afirma que o filho do presidente, conhecido como Lulinha, é acusado de receber R$ 300 mil em propina do “Careca do INSS”.
Segundo a representação apresentada à Justiça Eleitoral, porém, o trecho foi retirado de contexto. Na declaração completa, Lula reproduz a percepção que os próprios garis teriam sobre sua profissão, descrita como “muito pobre” e que “não dá orgulho”, para, em seguida, contestar essa visão.
