A cada temporada, novas maquiagens ganham destaque nas passarelas, mas será que a beleza realmente muda tanto de uma edição para outra? Uma comparação entre cinco edições do SPFW (São Paulo Fashion Week), de abril de 2024 a outubro de 2026, revela que cores, texturas e acabamentos continuam aparecendo em diferentes momentos, muitas vezes com interpretações completamente distintas.
A evolução nem sempre está na chegada de um produto ou de uma tonalidade inédita, mas na maneira como os maquiadores utilizam recursos conhecidos para criar novas propostas. A retrospectiva ajuda a entender o que realmente mudou na maquiagem e por que algumas escolhas continuam atravessando temporadas. (Veja fotos na galeria acima)
Na edição N57, em abril de 2024, o blush já ultrapassava sua aplicação tradicional nas maçãs do rosto. A Catarina Mina explorou cores intensas que avançavam em direção às têmporas, enquanto Marina Bitu combinou tons alaranjados com reflexos lilás e dourados, inspirados na luz do entardecer.
Meses depois, na N58, a SAU Swim utilizou gloss como iluminador, levando o brilho dos lábios para outras áreas do rosto. Mais do que apresentar novas cores, essas produções mostravam como a aplicação de produtos conhecidos podia modificar completamente o resultado da maquiagem.
A experimentação continuou na N59, em abril de 2025, quando Leandro Castro apresentou lábios escuros e esfumados, utilizando a maquiagem como parte da expressão artística da coleção.
