Há exatos 35 anos, em 15 de outubro de 1991, a Terra foi atingida pela partícula “Oh-My-God” - o raio cósmico mais poderoso já registrado. Cientistas ficaram perplexos ao detectar essa força monstruosa concentrada em um único próton.
O impacto impressionou a comunidade científica por carregar uma energia que parecia fisicamente impossível para uma estrutura microscópica. A partícula viajava a 99,99999999999999999999951% da velocidade da luz quando colidiu contra a atmosfera do nosso planeta, disparando alertas em todos os instrumentos do observatório Olho da Mosca (Fly’s Eye), em Utah, nos EUA.
Os detectores registraram uma carga na casa dos sextilhões de elétron-volts, conforme destaca o engenheiro Carlos Henrique Coimbra-Araújo, mestre em Astronomia pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor associado da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A busca pela origem da bomba cósmica
Para entender a superpotência do evento, a energia contida naquele minúsculo ponto subatômico equivalia ao choque de uma bola de boliche caindo no pé de alguém, de acordo com a Universidade de Utah. Os pesquisadores apelidaram o fenômeno de “Oh-My-God” (que se traduz em “Ai, meu Deus!”) justamente pela reação de espanto inevitável diante daquela medição sem precedentes.
