Um estudo publicado no periódico científico The Anatomical Record pelos pesquisadores Markus Bastir, Daniel Sanz-Prieto e Manuel Burgos revelou como a evolução do crânio e o crescimento do cérebro alteraram a estrutura interna da cavidade nasal humana em comparação à dos chimpanzés (Pan troglodytes).
Ao combinar reconstruções tridimensionais (3D) e simulações de dinâmica de fluidos computacional (CFD), os cientistas demonstraram que a transição para um rosto achatado curvou o trajeto do ar na nossa espécie, criando uma arquitetura respiratória única entre os primatas.
Substâncias químicas encontradas nos dentes do Tiranossauro rex mostram que esse enorme predador era um animal de sangue quente, como os humanos
Novos dinossauros estão surgindo na África. Cientistas acreditam que isso pode ser apenas a 'ponta do iceberg'
Fóssil chinês revela órgãos internos de réptil marinho de 245 mi de anos
O “tubo reto” dos primatas versus o “U invertido” humano
Para mapear a anatomia interna, a equipe analisou 164 pontos anatômicos em modelos virtuais de vias aéreas. Os resultados indicaram que os chimpanzés possuem um rosto projetado para a frente (prognático), com vias aéreas alongadas que funcionam de forma semelhante a um tubo reto e horizontal, acompanhado de narinas voltadas para a frente.
Em contraste, o crânio humano moderno abriga um cérebro de formato globular que empurrou a face para trás e alterou a inclinação da base craniana.
