O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais articuladores políticos de uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis. Ele foi preso nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.
Em uma representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores descrevem Canella como um elo entre o poder público, os negócios do grupo e integrantes de estruturas criminosas armadas. Segundo a PF, ele teria atuado para indicar aliados a cargos estratégicos na administração estadual e recebido dinheiro de origem suspeita.
A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. As informações constam de um documento em que a PF determinou o cumprimento de buscas e apreensão contra os investigados.
Indicação de Marcus Amin
Segundo a PF, Canella teria sido o responsável por viabilizar a indicação de Marcus Vinicius Amim Fernandes para a presidência do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) e, posteriormente, para o comando da Polícia Civil do estado.
O relatório afirma que o deputado eleito articulou uma mudança na legislação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para flexibilizar os requisitos de tempo de serviço necessários para ocupar o cargo.
