O Brasil pode enfrentar um déficit de até 235 mil professores na educação básica até 2040, segundo projeções do Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de SP). O cenário foi debatido durante o Live CNN desta quinta-feira (15), dia que celebra o Dia dos Professores.
Entre as principais demandas da categoria, a valorização profissional aparece como resposta frequente. Na prática, isso significa salário digno, boas condições de trabalho nas escolas, formação adequada e reconhecimento social, uma combinação que, segundo o levantamento, ainda está longe da realidade de muitas salas de aula.
“O professor não é só salário, o professor é toda uma gama de coisas: salas de aula sem ar-condicionado, salas cheias com 40, 50 alunos”, relatou Natal Marques, professor de artes e tecnologias digitais, em entrevista à CNN.
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Natal afirmou que, atualmente, os alunos chegam com vários problemas sociais, como pais separados e falta de alimentação. “Eu tenho alunos que desmaiam em sala de aula.”
Em 2026, o piso nacional do Magistério Público da Educação Básica passou para R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, com reajuste de pouco mais de 5%.
