O delegado e ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Vinicius Amim Fernandes, foi preso pela PF (Polícia Federal), na manhã desta quinta-feira (15), por suspeita de ocupar um posto de liderança em um esquema de lavagem de dinheiro em uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio.
Ele foi preso durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que também resultou na prisão do deputado eleito Márcio Canella (União Brasil), os agentes da Polícia Civil carioca Pablo Jukia Felix Ferreira, o “Pablo Russo”, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior; e o secretário municipal de ordem pública de Belford Roxo, Christiano Gaspar Fernandes.
Proteção da polícia ao grupo criminoso
Nas investigações, Marcus é apontado como operador institucional e garantidor da blindagem policial da organização criminosa.
O delegado foi nomeado para a presidência do Detran-RJ (Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro) e, em seguida, para a Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por indicação de Márcio Canella, considerado “patrono político” da organização.
Para possibilitar a nomeação de Amim na Polícia Civil, o deputado capitaneou uma articulação na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para alterar a Lei Orgânica da corporação, flexibilizando os requisitos temporais exigidos para o cargo.
Esquema de propina
Amim e sua esposa são sócios da empresa MAMIM Consultoria.
