JORNAL DA UNESP | Dez anos atrás, o mundo descobria que uma busca que mobilizava físicos de todo o planeta há um século havia chegado a termo. Em artigo publicado em fevereiro de 2016, dois consórcios internacionais de pesquisadores relatavam a primeira detecção comprovada das chamadas ondas gravitacionais, cuja existência fora prevista por Einstein ainda em 1916. Abria-se, assim, uma janela completamente nova para perscrutar os segredos invisíveis do cosmos. Desde então, os astrônomos vêm enfrentando o desafio de multiplicar os eventos de detecção de ondas gravitacionais e sofisticar suas análises.
Para ajudar nesta tarefa, uma equipe de estudiosos integrada por pesquisadores da Unesp desenvolveu todo um universo simulado, povoado por milhares de galáxias, para servir como ambiente de testes para os astrônomos. O artigo relatando o trabalho do grupo foi publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
O nascimento da astronomia moderna coincide com o desenvolvimento dos primeiros telescópios, ainda no século 17. A luz visível, revelada em estrelas e planetas, foi durante séculos a principal fonte de informação para estudos sobre o universo. No século 20, com o desenvolvimento das tecnologias de observação, os telescópios óticos passaram a coletar informações em outras frequências do espectro eletromagnético (do qual, aliás, a luz visível corresponde a uma faixa limitada), como o infravermelho e o ultravioleta.
