A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 15, o delegado Marcus Vinícius Amim Fernandes, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, e o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União). Outros quatro policiais civis também foram presos na oitava fase da Operação Unha e Carne.
A ação busca desarticular uma organização criminosa que usava postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. A PF também apura corrupção e vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais.
Amim comandou a Polícia Civil entre outubro de 2023 e setembro de 2024. O então governador Cláudio Castro e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, articularam sua indicação. Bacellar também está preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
Natural de Niterói, Amim se formou em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2003. Recebeu medalhas da Alerj, da Câmara Municipal de Niterói e da Polícia Civil entre 2018 e 2021.
Alerj mudou lei para permitir nomeação de Amin
Para viabilizar a posse de Amim, a Alerj alterou a Lei Orgânica da Polícia Civil. A mudança permitiu que profissionais com 15 anos na instituição, inclusive em outros cargos, assumissem o comando. Antes, a legislação exigia 15 anos como delegado.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol) criticou a alteração.
