No segundo dia do julgamento, no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, uma mulher afirmou que Brand a estuprou em seu quarto depois que os dois se conheceram durante um evento paralelo à conferência do Partido Trabalhista, em 1999.
“Estávamos ali apenas para que ele abusasse de nós, e o consentimento era irrelevante”, disse ela aos jurados.
A mulher afirmou que achava que Brand era gay e o convidou para voltar ao quarto dela para continuarem a conversa. Segundo ela, sentia-se “sexualmente segura com ele”. Mais tarde, porém, passou a considerá-lo “assustador… ameaçador”.
O advogado de Brand, Ian Winter, sugeriu que ela havia “caído no encanto dele”, o que a mulher rejeitou.
Winter perguntou: “Você não resistiu, não é mesmo?”
Ela respondeu: “Eu não resisti, não, não resisti. Eu não conseguia resistir, não conseguia respirar.”
Quando Winter sugeriu que ela não havia dito “não” em voz alta, a mulher afirmou: “Eu disse ‘não’… Você está tentando colocar coisas na minha cabeça. Eu sei que ele me estuprou, eu disse que não queria aquilo.”
Winter perguntou por que ela não havia denunciado o suposto estupro à polícia na época. Ela respondeu: “Eu tinha vergonha. Não achava que alguém acreditaria em mim. Isso foi em 1999.”
“Eu não consenti”
Em um depoimento prestado à polícia e reproduzido para os jurados na manhã desta quinta-feira, a mulher também disse que achava o corpo de Brand “bastante parecido com o de uma cobra… isso me dava enjoo, para ser sincera”.
