O banqueiro Daniel Vorcaro cobrou o executivo do Grupo Globo Frederic Kachar sobre reportagens envolvendo o Banco Master e pediu que ele acompanhasse de perto o trabalho da jornalista Malu Gaspar. As conversas mostram que Vorcaro demonstrou insatisfação com publicações sobre a instituição e questionou a cobertura de veículos do grupo. Em resposta, Kachar defendeu a independência dos jornalistas e afirmou que não poderia interferir na atuação de colunistas.
Em 1º de abril de 2025, durante uma conversa sobre o balanço do banco e a negociação de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), Vorcaro fez um pedido direto ao executivo: “Preciso muito que acompanhe de perto com a Malu”.
Na sequência, o banqueiro reclamou do conteúdo de reportagens que abordavam assuntos relacionados ao Master. Vorcaro afirmou que não queria voltar a ser associado a determinados assuntos na cobertura sobre a negociação com o BRB.
Kachar respondeu: “Vou entender com ela, então”.
Durante a mesma conversa, o banqueiro mencionou comentários de pessoas próximas sobre uma suposta tentativa de influência de concorrentes sobre a jornalista. O executivo rejeitou essa interpretação e ressaltou que Malu Gaspar tinha liberdade para conduzir as apurações.
Reclamações sobre o Valor Econômico
As cobranças também envolveram o Valor Econômico. Em 29 de março de 2025, um dia depois do anúncio da negociação de compra do Master pelo BRB, Vorcaro criticou uma análise publicada pelo jornal.
