É difícil contestar que a Capcom é, no momento, a empresa “de fora” da Nintendo que melhor sabe trabalhar com o hardware do Nintendo Switch 2, tendo adaptado seus principais lançamentos para o híbrido numa qualidade que não deve nada às versões de outras plataformas. Uma sequência histórica de acertos, eu diria.
A bruxaria que a Capcom vem fazendo precisa ser estudada. De Resident Evil 9: Requiem a Onimusha: Way of the Sword, com Monster Hunter Wilds virando a esquina, parece não haver limites para a RE Engine, tecnologia proprietária da desenvolvedora japonesa, que faz os jogos rodarem bem mesmo em especificações mais modestas.
Os ports recentes também mostram que o Switch 2 não precisa viver só de exclusivos e indies. A chegada de jogos third-party mais ambiciosos corrige justamente uma das maiores limitações do primeiro Nintendo Switch. Quem diria que o Switch 2 teria o melhor de todos os mundos e se tornaria uma opção tão atraente até para quem sempre teve outro console como plataforma principal?
Mais um milagre da Capcom
Quando Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen foi revelado para o Switch 2, confesso que franzi as sobrancelhas em tom de desconfiança. Como joguei o segundo capítulo da saga em um PlayStation 5 Pro e passei perrengue em termos de desempenho na época do lançamento, este, para mim, seria o primeiro deslize dos ports recentes da Capcom.
Felizmente, eu estava errado.
