Medo e eleição, Regina Duarte no coração. A recordação, um tanto exausta, é inevitável. Fios brancos já devem habitar as cabeças de quem lembra das declarações da atriz. Foi em 2002, na reta final da campanha presidencial, em apoio a José Serra (PSDB). E assim disse Regina: “Estou com medo. Fazia tempo que eu não tinha esse sentimento. Porque eu sinto que o Brasil nessa eleição corre o risco de perder toda a estabilidade que já foi conquistada (…) Sobre Lula: “Eu achava que conhecia, mas hoje eu não conheço mais. Tudo que ele dizia mudou muito e isso dá medo na gente”. Lula era a Cuca para a Viúva Porcina,
Bons tempos. A gente discutia com os tucanos e poucas amizades ou famílias rachavam; criticava o neoliberalismo e a precarização do trabalho como a vivemos era impossível; ia ou queria ir para Porto Alegre ao Fórum Social Mundial porque acreditava que “Um Outro Mundo é Possível”.
Estou sendo nostálgico, não gosto de nostálgicos e não há tempo para isso.
A esperança venceu o medo em 2002 e Lula foi eleito no segundo turno com 61% dos votos válidos. Regina Duarte repetiu a dose em 2022, foi ministra da Cultura de Bolsonaro por 77 dias e segue aterrorizada pela patrulha de parte da esquerda.
Bom, mesmo com muitas críticas, olhando pelo retrovisor, você sabe: o Brasil mudou com Lula. O sarrafo subiu. Depois, em nossa cronologia política acidentada, tivemos Dilma, impeachment, Temer, Jair Bolsonaro, Lula 3 e vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno de 2026.
