O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou nesta quinta-feira (15/10) três casos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em dois deles, a Corte determinou a remoção de conteúdos direcionados aos presidenciáveis e, no terceiro caso analisado, concedeu ao Partido Liberal (PL) acesso ao gastos do governo federal com publicidade no primeiro semestre de 2026.
Remoção de vídeos contra Lula
No primeiro caso analisado, os ministros determinaram que sejam retirados, no prazo de 24 horas, seis vídeos publicados por Flávio e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). As publicações usam trechos que fazem citação a discurso de Lula sobre garis ou menções ao caso de seu filho, o Lulinha. A análise julgava um pedido de resposta protocolado pela defesa do petista.
Os candidatos do PL publicaram em seus perfis um trecho de discurso de Lula em que ele dizia que lixeiros não têm orgulho do ofício e que “é uma profissão muito pobre”. Dentre outras afirmações, Flávio disse que “Lula teve a vergonhosa capacidade de humilhar os garis”. A defesa de Lula afirma que as declarações foram tiradas de contexto.
Além da afirmação sobre os garis, as publicações também fazem referência aos R$ 300 mil supostamente recebidos pelo filho do presidente Fábio Luís do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
