Há exatos 29 anos, o lançamento de uma sonda espacial deu início à jornada mais ambiciosa da exploração planetária do século XX. O audacioso projeto tinha como objetivo viajar bilhões de quilômetros até Saturno para tentar o primeiro pouso na superfície de uma lua do Sistema Solar exterior.
Naquela terça-feira, 15 de outubro de 1997, a missão Cassini-Huygens decolou do Complexo 40 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, impulsionada pelo potente foguete Titan IVB/Centaur.
Fruto da cooperação entre a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI), a operação envolveu a participação de mais de 16 países para levar a sonda europeia Huygens até a misteriosa superfície de Titã, a maior lua de Saturno.
“A Huygens foi um feito de engenharia fantástica. O primeiro ponto importante é que ela foi construída pela ESA. E o restante da Cassini foi feito pela NASA. Então, já foi um processo de integração internacional muito grande”, disse o astrobiólogo Douglas Galante, professor de Geobiologia do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), em participação em uma edição do programa Olhar Espacial dedicada à missão.
