O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira (15) de novas acusações apresentadas nos Estados Unidos, que os responsabilizam por conspirar para torturar opositores políticos.
As acusações adicionais, apresentadas na quinta-feira passada (8), ampliaram significativamente o processo criminal contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70. Anteriormente, os dois já haviam se declarado inocentes de acusações de abuso de poder para ajudar traficantes a transportar cocaína.
Maduro e Flores foram capturados pelos militares americanos em uma operação realizada em janeiro, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e levados a Nova York. Nesta quinta-feira, eles apresentaram suas declarações perante o juiz federal Alvin Hellerstein, durante uma audiência em um tribunal federal de Manhattan.
Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York afirmam que Maduro orientou autoridades a torturar políticos da oposição e integrantes das Forças Armadas acusados de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder no país sul-americano.
Em um dos episódios descritos na denúncia, Maduro teria ordenado, em 2014, que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Segundo a acusação, quando alguns deles resistiram, o então presidente instruiu os responsáveis a “apertá-los com mais força”.
