Preso nesta quinta-feira (15/10), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro (RJ) Márcio Canella (foto em destaque), do União Brasil, é apontado como o patrono e articulador político de uma organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. A função atribuída a ele aparece em um organograma elaborado pela Polícia Federal (PF) e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação.
O documento detalha a divisão de tarefas entre os investigados e aponta a atuação de agentes públicos, operadores financeiros e pessoas ligadas a uma rede de postos de combustíveis. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), também foi preso nesta quinta-feira.
Segundo a decisão, Canella teria articulado a indicação de Amim para a presidência do Detran-RJ e para a Secretaria de Polícia Civil. Para isso, teria atuado em uma manobra legislativa na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para flexibilizar os requisitos exigidos para o cargo.
Como funciona o esquema
O organograma divide a organização em núcleos político, econômico-financeiro e de controle territorial.
