A Bolsa brasileira marcou recorde de fluxo estrangeiro com a entrada de R$10 bilhões após o primeiro turno. Se a tendência se mantiver até o fim do mês, será o terceiro melhor resultado do ano. Em janeiro os estrangeiros já haviam entrado com R$ 26,3 bilhões.
No acumulado do ano, o fluxo de capital externo na B3 está positivo em R$ 40 bilhões. Marília Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro, avalia que essa entrada substancial e os recordes acumulados mostram uma mudança estrutural no comportamento do investidor internacional.
Com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã e a crise no petróleo que o conflito desencadeou, os investidores começaram a analisar opções fora dos mercados consolidados. O Brasil entra nessa história por sua economia ser fortemente atrelada com o petróleo.
Fontes explicou que ainda é cedo para afirmar que a entrada de fluxo estrangeiro na B3 será um movimento estrutural e de longo prazo. Mas se após o segundo turno a bolsa tiver novamente uma alta expressiva, pode ser um bom indicador de que os investidores internacionais chegaram para ficar.
Influência do dólar
O câmbio também recebeu uma influência positiva do forte fluxo na Bolsa.
